quinta-feira, 18 de março de 2021

domingo, 14 de março de 2021

Um bonito Domingo numa manhã de Março de um Mundo em pandemia...


Os seus cabelos escuros, o seu olhar ternurento, o carinho, as saudades.

 

A vida que sonhávamos, a vida que vivemos, o mundo do avesso.

 

O amor, a intensidade do toque, o calor de dois corpos sem tabus.

 

A vida em suspenso, a magia, a alegria de tudo esquecer, de nada mais importar.

 

A essência de estar vivo, de um propósito, de um hoje e um amanhã.

 

Um amanhã que é longínquo, um ontem que é um passado repleto.

 

Desde criança tive sonhos, sonhos que nunca cumpri.

 

 Neste carrocel da vida dificilmente irei conseguir, nunca dei um passo correto.

 

Enquanto escrevia pensava em tudo e em nada, pensava, pensava, pensava…

 

A vida ao mesmo tempo maravilhosa, como este Domingo de Março, é ingrata, cruel.

 

No fundo é a vida…


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Nostalgia


 Quando ouço volto atrás 25 anos no tempo ...

Era feliz, era livre, era eu e não sabia... 

sábado, 13 de fevereiro de 2021

2021 - um conto

Parei durante muito tempo, absorvido, pela vida, pelos dias, pelos pensamentos, por momentos de alegria, por momentos de total negritude, aprendi que a vida é um dia de cada vez, saborear as vitórias, chorar nas derrotas, cair e erguer. 

 Volto a publicar excertos de uma nova história ficcional, deixando a minha imaginação trabalhar. 

O compromisso será uma página por semana.

 “Amor em tempo de pandemia.”

 A história da humanidade é uma roda, períodos de paz e prosperidade, tempos de tristeza morte e dor. 

Nós somos os atores, cada um com a sua história, a sua versão, o seu destino. Eu era um homem só, com muita gente próxima, mas sentindo-me sempre sozinho, alheado, mantendo um status quo, mas fervilhando por dentro. 

Até aquela noite. Podemos viver 100 anos, mas existem noites e dias que nos marcam, onde é raro o dia que não se faça um flashback na nossa mente e toda a nossa essência volte atrás no tempo e espaço.

 Poderia ter resumido e dito, recordar. Mas tenho alturas em que gosto de me perder no labirinto das frases, mais agradável na maioria das vezes que o labirinto da própria vida. 

 Nessa noite, num lugar longínquo, quente, húmido, senti-me jovem, senti que o tempo tinha parado, não existia nada mais.

 O cenário idílico, o calor de dois corpos sedentos, o sorriso, a quietude do carinho, a ligeireza da vida, amanhã parecia sempre longe demais, era o agora, segundos, minutos, horas.

 O fim do tabu sobre o amor, aquela coisa estranha que ninguém consegue medir, explicar, que cada um sente da sua maneira, ou até de quem o diz muitas vezes e nunca sentiu. 

 Todos os capítulos possuem um fim, o regresso à realidade, ao peso da vida, dos compromissos, dos objetivos, da exigência, é a máquina que nos mutila todos os dias um pouco. 

 Preferia falar só de amor, mas a roda da vida nunca para. Tudo tinha mudado, tudo, novas histórias, novos fatos, mudanças e na realidade todo o mundo mudou.

domingo, 17 de janeiro de 2021

Crise dos quarenta...

 


Uma vida feita de altos e baixos, boas e más decisões, momentos de sorte, traições do destino, crueldade humana... 

Um mundo em crise em todos os sentidos, um cenário de filme pré apocalíptico, uma pandemia, a ausência de liberdade... 

Os quarenta anos, um pensamento que não gravita só em tornos de sonhos e planos, mas também na finitude, num relógio que nunca abranda...

A falta de tempo para mim, dos meus silêncios, dos meus retiros, onde pensava sobre tudo e nada...

Uma vida onde todos exigem, onde querem o melhor, onde salvo honrosas excepções, poucos dão algo em retorno...


2021, mais do mesmo...